Ricardo Rangel

Sobre

Tenho 54 anos, sou carioca, nunca fiz política, nunca ocupei cargo público. Sou formado em Administração pela UFRJ, com pós-graduação pelo IBMEC e pela FGV/RJ. Fui diretor da Icatu Holding e sócio-diretor da Conspiração Filmes. Assino uma coluna no jornal O Globo (no momento, suspensa por causa da campanha eleitoral).

Acredito que todos somos livres e iguais em valor. Acredito na liberdade de pensamento e de expressão, na liberdade de imprensa, na liberdade de religião, em mercados livres, nos direitos civis, na democracia, em Estado laico, na igualdade entre os sexos e entre as raças, na liberdade de cada um…

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Posicionamento

Reformas

É preciso reduzir o tamanho do Estado para que haja foco e recursos para que ele cumpra bem suas funções básicas: segurança, educação, saúde, saneamento etc. É preciso reformar a Previdência, privatizar e, até mesmo, extinguir estatais, reduzir ministérios e cortar privilégios. É preciso simplificar o sistema tributário e reduzir os impostos, algo importantíssimo para a retomada do crescimento.Devemos instituir o voto distrital misto, eliminar (ou reduzir muito) os Fundos Partidário e Eleitoral, acabar com o voto obrigatório, ampliar a cláusula de barreira e tornar crime o caixa dois. Temos que acabar com a estabilidade no emprego para novos funcionários públicos, e estabelecer mandato fixo e quarentena para ministros do Supremo.

Segurança

Além de depurar a PM, é preciso legalizar as drogas e reformular o código penal, para que criminosos leves não vão para os presídios, onde se transformam em criminosos violentos. É preciso reformular o código de processo penal, para que criminosos ricos não tenham acesso a recursos e embargos infinitos que levam à prescrição dos crimes. É preciso reformular a lei de execução penal, que permite que criminosos violentos fiquem presos por tão pouco tempo.

Educação

Educação é a maior prioridade que um país pode ter. Educação precisa ser um projeto de Estado de pelo menos 20 anos, com prioridade absoluta para o ensino básico, e o estabelecimento de metas claras. O professor deve não apenas ganhar bem, mas ser valorizado e reciclado. É necessário instituir sistemas de mensuração e aferição, e premiar os melhores professores e os diretores de escola. Precisamos de ensino médio profissionalizante, e exigência de desempenho na universidade pública, onde deve haver cobrança de mensalidade para quem pode pagar.

Saúde

A única maneira de viabilizar o sistema de saúde financeiramente é atraindo a iniciativa privada por meio de parcerias público-privadas.

Saneamento

A rede de esgoto alcança apenas 50% das residências, e esse índice não cresce há anos. Essa situação, além de uma indignidade, é fonte de graves problemas nas áreas de saúde e educação (criança doente não aprende). Melhorar isso deve ser uma prioridade nacional.

Cultura

O Estado destina recursos à cultura em todos os países desenvolvidos, e isso é positivo. O volume de recursos investido atualmente é também adequado (da ordem de 1% do que é investido em educação), poderia até ser maior. Também é positivo que a decisão sobre o destino dos recursos seja tomada pela sociedade e não pelo governo (é assim com a Rouanet, mas não com o Fundo Setorial do Audiovisual).

 

A questão principal é como o benefício do investimento em cultura reverte para a população, que paga os impostos. Isso, claramente, não acontece a contento, em grande medida porque o ensino básico é de péssima qualidade. O assunto é complexo e merece muita discussão, mas é certo que o modelo precisa ser aprimorado para que o benefício do investimento estatal em cultura alcance toda a população, e não só as classes média e alta.

Pesquisa Científica

O Brasil não tem sequer projeto de governo para pesquisa científica, que dirá projeto de Estado. Precisamos parar de enxergar pesquisa como uma despesa incômoda, e encará-la como o que ela é: não apenas investimento para o futuro, mas item de segurança nacional.

Bolsa Família

Sendo nosso país tão injusto e desigual, é necessária uma rede de amparo social como o Bolsa Família. Devemos ter em mente, no entanto, que o programa precisa ser bem fiscalizado, de modo que só beneficie quem de fato precisa dele. É imperativo que as crianças estejam na escola e a meta é que, com o tempo, o programa se torne obsoleto, pois todos devem ser capazes de trabalhar e se sustentar sem o auxílio do Estado.

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é o segundo estado que mais recolhe tributos federais. De maneira incompreensível, é o terceiro estado a receber menos repasse do governo federal. Contribuímos como ricos e somos tratados como patinhos feios.
O Rio é a unidade federativa que menos apresenta “emendas de bancada”, isto é, emendas suprapartidárias visando ao benefício de nosso estado. Essa situação precisa acabar. Parlamentares fluminenses de todos os partidos têm que deixar suas diferenças de lado e trabalhar juntos para devolver ao Rio seu lugar de destaque como um dos estados mais importantes da federação.