Ricardo Rangel

Sobre

Nasci no Rio de Janeiro em 1964, nunca fiz política, nunca ocupei cargo público. Sou formado em Administração pela UFRJ, com pós-graduação pelo IBMEC e pela FGV/RJ. Fui diretor da Icatu Holding e sócio-diretor da Conspiração Filmes. Sou colaborador do jornal O Globo e autor do livros “Passado e futuro da era da informação”, “Uma nação sem noção” e “A meta é o destino: uma crônica do Caminho de Santiago”.

Acredito que todos somos livres e iguais em valor. Acredito na liberdade de pensamento e de expressão, na liberdade de imprensa, na liberdade de religião, em mercados livres, nos direitos civis, na democracia, em Estado laico, na igualdade entre os sexos e entre as raças, na liberdade de cada um de viver sua sexualidade como quiser, na igualdade de oportunidades, na cooperação entre os povos.

Sou contra qualquer tipo de privilégio, seja de classe, de sexo, de raça ou o que seja. Acredito no valor do trabalho e na propriedade privada. Acredito que cada um tem o direito de viver sua vida como quiser, que todos devem ser responsáveis pelo que fazem, e que o Estado só pode se imiscuir na vida de um cidadão para defender um direito concreto e objetivo de outro cidadão. Acredito que todos temos o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade.

Acredito que o Estado deve cuidar apenas das atribuições que lhe são naturais e de que a iniciativa privada não pode dar conta sozinha: segurança, educação, saúde, saneamento, pesquisa científica, cultura etc. Ninguém precisa do Estado para furar poço de petróleo ou administrar aeroporto.

Sendo nosso país tão injusto e desigual, acredito que é necessária uma rede de amparo social como o Bolsa Família. Devemos ter em mente, no entanto, que i) o programa precisa ser bem fiscalizado, de modo que só beneficie quem de fato precisa dele; é imperativo que a exigência de que as crianças estejam na escola seja cumprida; iii) a meta é que, com o tempo, o programa se torne obsoleto, pois todos devem ser capazes de trabalhar e se sustentar sem o auxílio do Estado.

Acredito que que o Brasil vive um círculo vicioso: como há muita corrupção na política, quem é decente não participa; como quem é decente não participa, a política se torna cada vez mais corrupta. Enquanto as pessoas comuns, decentes, evitarem a política, esse círculo não será rompido.