Ricardo Rangel

PT x Bolsonaro

18.09.2018 escrito por Ricardo Rangel

O crescimento de Haddad indica uma forte hipótese de um segundo turno entre o PT e Bolsonaro. É o cenário pesadelo.

O PT até hoje não fez um mea-culpa, renega qualquer responsabilidade no monumental esquema de corrupção vigente nos governos Lula e Dilma, atribui a recessão a Temer e ainda fala em dar indulto a Lula. Eleger Haddad significa passar a mão na cabeça de um partido que desviou dezenas de bilhões de reais, atentou contra a democracia (ao pôr o Legislativo na folha de pagamento do Executivo) e ainda jogou o país na pior recessão de sua história. Significa também recompensar o discurso do ódio, do preconceito e da cisão. Para piorar, sua vice é uma jovem abilolada e despreparada.

Bolsonaro sempre foi partidário do intervencionismo, do estatismo e da irresponsabilidade fiscal, e acreditar que aderiu ao liberalismo econômico por força de um ano de convivência com Paulo Guedes não passa de autoengano. É despreparado e nunca apresentou uma única proposta. No que se refere a comportamento, Bolsonaro segue sendo o antiliberal por excelência: é autoritário, intolerante, preconceituoso, pratica o discurso do ódio e já deu inúmeras demonstrações de que não acredita na democracia, sendo seus repetidos elogios a torturadores e assassinos apenas o aspecto mais repugnante. E seu vice não é melhor.

Votar em Haddad é pedir ao assassino que nos mate uma segunda vez. Votar em Bolsonaro é tentar escapar de ser assassinado pela via do suicídio.

Um segundo turno entre Bolsonaro e Lula (ou seu poste) está anunciado desde a catastrófica disputa entre Crivella e Freixo na cidade do Rio de Janeiro. Que quase dois anos não tenham sido suficientes para que as forças democráticas se organizassem de modo a impedir a situação a que chegamos é estarrecedor.

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