Ricardo Rangel

Novos Ministérios

01.11.2018 escrito por Ricardo Rangel

Me perguntam o que estou achando das movimentações nos outros ministérios. Aqui vai, vapt-vupt:

Fusão da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Ótimo, com alguma apreensão de que isso tudo pode ser coisa demais para um ministro só, especialmente não tendo ele experiência em administração pública.

Gabinete Civil. É importantíssimo que Bolsonaro possa contar com alguém que tem experiência em articulação política, como Onyx Lorenzoni. Por outro lado, Lorenzoni é um exemplo da velha política, da qual Bolsonaro se diz inimigo, e sempre foi adversário da reforma da Previdência, uma das pedras de toque de Paulo Guedes. Antes mesmo de o governo começar, os dois ministros mais importantes do governo já estão brigando em público sobre a questão mais prioritária da administração. É bom ajustar enquanto ainda dá tempo.

Fusão da Agricultura e do Meio-Ambiente. Péssimo. Crescimento sustentável é um dos grandes desafios da modernidade, e depende de uma boa administração do óbvio conflito de interesses entre um ministério e outro. Decisão que consegue ser criticada tanto por Marina Silva quanto por Blairo Maggi não pode ser boa, e Bolsonaro bem fará se recuar da decisão.

Defesa. Afora algumas declarações um pouco estranhas, que sugerem um mau entendimento do que sejam direitos humanos, minha impressão do General Augusto Heleno é muito boa. Sua experiência no Haiti pode ser de grande valia no auxílio aos estados no combate à violência.

Ciência e Tecnologia. A experiência de Marcos Pontes no campo da ciência, e, mais importante, seu vínculo com a comunidade científica brasileira, parecem nulos. Ainda não foi desta vez que um governo brasileiro entendeu a importância da ciência para o país.

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